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Não consigo dormir: o que pode ser e quando procurar avaliação médica

Sintomas

Quase todo mundo passa uma noite ruim de vez em quando, e isso não é insônia. Insônia é dificuldade persistente para iniciar ou manter o sono, com prejuízo no dia seguinte, acontecendo pelo menos três vezes por semana. Quando isso se arrasta por mais de três meses, chama-se insônia crônica, e aí o caminho é outro.

O ponto mais importante vem antes de qualquer tratamento: insônia quase sempre é sintoma, não diagnóstico final.

Que tipo de insônia é a sua

A resposta orienta a investigação:

O que costuma estar por trás

As causas mais frequentes, e vale olhar todas antes de pensar em medicamento:

O que fazer antes de pensar em remédio

Parece conselho óbvio, mas o efeito dessas medidas é mensurável e elas são a base da abordagem com melhor resultado a longo prazo, a terapia cognitivo-comportamental para insônia:

Duas semanas de aplicação consistente já mostram se o problema era de hábito ou se há algo mais por trás.

Quando procurar avaliação médica

Se houver ideias de morte, procure atendimento imediatamente. O Centro de Valorização da Vida atende pelo 188, 24 horas e gratuito, e o SAMU é o 192.

Sobre o remédio para dormir

Ele tem papel, mas é papel de ponte, não de solução. Hipnótico ajuda a atravessar um período difícil enquanto a causa é identificada e tratada. Usado sozinho e por tempo indeterminado, tende a produzir tolerância e a adiar o diagnóstico do que está causando a insônia.

Por isso a consulta, mesmo quando a pessoa chega pedindo o remédio, começa por investigar o que está acontecendo.

O que levar para a consulta

Um diário de sono de duas semanas vale mais que qualquer descrição de memória, e é fácil de fazer no celular.

Falar com a equipe

Conte há quanto tempo você dorme mal e como são as suas noites. É disso que sai o encaminhamento certo.

Iniciar pelo WhatsApp

Revisão clínica: Dr. José Henrique Sandoval Gonçalves, CRM-DF 23826, especialista em Clínica Médica e em Medicina de Família e Comunidade. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. A conduta em cada caso depende de avaliação individual, e a prescrição acontece apenas quando há indicação clínica.